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Cuidado! O lado obscuro das proteínas: nutricionista revela os perigos ocultos nos rótulos!

redacao by redacao
28/08/2026
in Últimas Notícias
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Cuidado! O lado obscuro das proteínas: nutricionista revela os perigos ocultos nos rótulos!

Foto: Reprodução / Adobe

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A crescente demanda por produtos ricos em proteínas tem transformado as prateleiras de supermercados brasileiros. Iogurtes, bebidas, barras e sobremesas com a etiqueta “protein” se tornaram comuns, atraindo a atenção dos consumidores. Contudo, a presença de proteína adicionada não garante que esses itens sejam indispensáveis ou, de fato, saudáveis.

A nutricionista da Hapvida, Maria Eduarda Doria, faz um alerta: “Proteína é essencial; no entanto, um produto rotulado como ‘protein’ não é necessariamente a melhor opção”. Ela explica que esses produtos podem ser convenientes para quem enfrenta dificuldades em manter uma alimentação equilibrada ou em atingir suas necessidades diárias de proteína. “Um iogurte proteico ou um suplemento pode ser útil nesse caso, mas não devem ser vistos como itens imprescindíveis na dieta”, diz.

Na hora de escolher o que consumir, a quantidade de proteína não deve ser o único fator a ser considerado. Maria Eduarda recomenda que os consumidores analisem também a quantidade de açúcares adicionados, gorduras saturadas, sódio, fibras e valor energético, além de atentar para o tamanho da porção e os ingredientes. A prioridade, segundo ela, deve ser dada a alimentos in natura ou minimamente processados, evitando que opções ultraprocessadas tomem o lugar de alimentos tradicionais na alimentação.

A especialista ressalta que a maioria das pessoas saudáveis consegue suprir suas necessidades proteicas por meio de uma dieta variada, sem recorrer a produtos industrializados. Alimentos como ovos, leite, carnes, peixes, feijões e leguminosas são fontes naturais e eficazes desse nutriente.

É importante destacar que não há uma quantidade padrão de proteína que sirva para todos. A necessidade proteica varia de acordo com a idade, peso e até mesmo condições de saúde. Para os idosos, por exemplo, muitas organizações recomendam uma ingestão maior, entre 1,0 a 1,2 gramas por quilo de peso ao dia, dependendo de fatores clínicos e do nível de atividade física. Para adultos, a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) sugere cerca de 0,83 grama por quilo de peso corporal diariamente. Já para aqueles que praticam esportes, a International Society of Sports Nutrition recomenda algo entre 1,4 a 2,0 gramas por quilo diariamente.

Excessos e Mitos

Maria Eduarda também alerta para os perigos de generalizações sobre o consumo elevado de proteína. “A ideia de que ‘excesso de proteína destrói os rins’ não é uma afirmação precisa de acordo com a literatura científica”, explica. Para pessoas saudáveis, dietas com maior teor de proteína podem ser seguras dentro de certos limites. O problema surge quando essa proteína se torna excessiva e substitui outros nutrientes essenciais.

No caso de pessoas com doenças renais, a situação exige uma avaliação cuidadosa e individualizada. A necessidade de proteína deve ser ajustada conforme o estágio da doença e outros fatores clínicos, como exames e tratamentos.

Além disso, a nutricionista desmistifica algumas crenças populares sobre o consumo de proteína. Por exemplo, a afirmação de que “quanto mais proteína, mais músculo” não é totalmente verdadeira. O ganho muscular também depende de treinamento de força, ingestão calórica adequada e recuperação. E o whey protein, embora prático, não é a única maneira de atender às necessidades de proteína; alimentos comuns também podem suprir essa demanda.

Outro ponto importante é que consumir proteína em excesso não resulta automaticamente em ganho de gordura. O que realmente contribui para o aumento de peso é o consumo excessivo de calorias ao longo do tempo. Além disso, os carboidratos são igualmente essenciais para a energia, especialmente para quem se exercita.

Sintomas e Considerações Finais

A nutricionista observa que não há um conjunto específico de sintomas que indique diretamente o excesso de proteína. Contudo, uma dieta excessivamente concentrada nesse nutriente, sem equilíbrio, pode levar a desconfortos como problemas gastrointestinais e constipação, especialmente quando há baixa ingestão de fibras. É importante ficar atento quando produtos proteicos começam a substituir frutas, vegetais e carboidratos, essenciais para uma dieta saudável.

“Assim, mais do que contar gramas de proteína em cada produto, é fundamental observar a alimentação como um todo. Suplementos devem ser vistos como ferramentas, e não como requisitos para uma dieta equilibrada”, conclui Maria Eduarda.

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