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Musculação rejuvenesce coração de idosas, diz estudo – 03/07/2026 – Equilíbrio

suportem31 by suportem31
03/07/2026
in Bem-estar
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Musculação rejuvenesce coração de idosas, diz estudo – 03/07/2026 – Equilíbrio
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A musculação pode reverter os sinais de envelhecimento cardíaco em mulheres com 60 anos ou mais. Esta é a principal conclusão de um estudo brasileiro que investigou os efeitos da prática sobre a saúde cardiovascular de idosas na pós-menopausa. O trabalho foi destaque na revista Medicine & Science in Sports & Exercise, principal publicação científica do American College of Sports Medicine.

O estudo foi desenvolvido por pesquisadores do Gepemene (Grupo de Estudo e Pesquisa em Metabolismo, Nutrição e Exercício), vinculado ao Cefe (Centro de Educação Física e Esporte) da Universidade Estadual de Londrina (UEL). A pesquisa avaliou durante dois anos 64 mulheres —33 no grupo treinamento e 31 no controle, todas saudáveis. A média de idade delas é 71 anos.

Pessoas com doenças crônicas como hipertensão e diabetes puderam participar, uma vez que estavam com comorbidades controladas. Nos dois grupos, houve controle da alimentação para a ingestão de ao menos 1,5 grama de proteína ao dia.

Três vezes na semana, o grupo treinamento realizou oito tipos de exercícios de musculação —quatro para membros inferiores e o restante para superiores. As mulheres cumpriram três séries de 8 a 12 repetições. As demais 31 mulheres mantiveram as atividades habituais.

As mulheres que não praticaram exercícios apresentaram aumento de 11% no índice de massa do ventrículo esquerdo —um indicador associado ao envelhecimento cardíaco. As que participaram do programa registraram redução de 5,5% no mesmo parâmetro.

Os benefícios dos treinos de força vão além: os pesquisadores observaram melhora nos níveis de colesterol LDL (10%) —conhecido como o ruim—, de glicemia em jejum (8,9%) e da pressão arterial, além do aumento da força muscular e da massa magra.

O cardiologista Ricardo Rodrigues, professor da UEL e um dos autores do estudo, explica que o marcador do envelhecimento cardíaco em pessoas normais é a função diastólica, o relaxamento do coração para receber o sangue que vem dos pulmões.

O coração enrijece por uma série de fatores, entre eles a obesidade, o estado inflamatório, a hipertensão e o próprio processo do organismo. As células musculares normais são substituídas por fibrose, como se fosse uma cicatriz.

Segundo Rodrigues, o coração contrai normalmente porque as fibras que sobram, ao longo dos anos, são capazes de fazer a função sistólica normalmente, mas não relaxa bem. Por isso, o sangue que vem do pulmão, particularmente quando a pessoa anda, não consegue extravasar para o coração e o resto do corpo, o que causa a falta de ar.

“A disfunção diastólica é muito comum em pacientes mais idosos, hipertensos e com obesidade. Andar e ter falta de ar pode ser um sinal de envelhecimento, de enrijecimento do coração, de que a função diastólica, que é do relaxamento, está piorando. E essa piora causa insuficiência cardíaca“, explica o cardiologista.

“Quando você submete o paciente a exercícios, controla melhor a pressão arterial, diminui gordura abdominal, melhora o músculo e com isso você desinflama, diminui a concentração das moléculas que atuam para o envelhecimento do coração.”

A insuficiência cardíaca acontece quando o coração não consegue bombear sangue de forma eficiente, exigindo intervenção emergencial para evitar desfechos graves. A maior causa desta condição é a complicação do infarto. As outras são hipertensão e diabetes descontrolados, além de algumas doenças associadas à alteração do músculo cardíaco.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, estima-se que a doença afete 1,1% dos adultos brasileiros e 3,3% dos indivíduos com mais de 60 anos.

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Até então, segundo o pesquisador, a musculação sempre foi colocada como coadjuvante nos esquemas de treinamento e não tinha destaque na melhora da função cardíaca. Na opinião do médico, a prática deve fazer parte da prevenção. “Não é apenas aumentar músculo, mas a função disso, que ajuda muito no dia a dia”, diz Rodrigues.



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