sábado, agosto 1, 2026
DIARIO DA PSICOLOGIA
Advertisement
  • Home
  • Noticias
  • Saúde
  • Bem-estar
  • Geral
No Result
View All Result
  • Home
  • Noticias
  • Saúde
  • Bem-estar
  • Geral
No Result
View All Result
DIARIO DA PSICOLOGIA
No Result
View All Result
Home Bem-estar

Queda nas mortes por meningite ameaça meta global da OMS – 29/06/2026 – Equilíbrio e Saúde

suportem31 by suportem31
30/06/2026
in Bem-estar
0 0
0
Queda nas mortes por meningite ameaça meta global da OMS – 29/06/2026 – Equilíbrio e Saúde
0
SHARES
0
VIEWS
Share on FacebookShare on Twitter


O número de mortes por meningite no mundo está diminuindo, mas essa queda mascara uma má notícia: o ritmo é menor do que a OMS (Organização Mundial da Saúde) projetava, e não há indícios de melhora nos próximos anos.

Essa é a conclusão de um estudo publicado na edição de maio da revista The Lancet Neurology que analisou a carga global de meningite com dados de 2023, coletados por colaboradores do levantamento GBD (Global Burden of Disease Study).

A pesquisa avaliou 17 patógenos causadores da meningite, tornando-se a análise internacional mais abrangente já realizada sobre o tema.

Os resultados mostram que as iniciativas de combate trouxeram resultados, mas que o ritmo de queda é insuficiente para que o mundo alcance as metas estabelecidas pela OMS para 2030.

O objetivo é reduzir em 70% as mortes registradas em 2015, quando a doença causou cerca de 300 mil óbitos. O novo estudo revela, porém, que em 2023 foram computadas 259 mil mortes, ainda muito distante do número almejado.

“A desaceleração que vemos hoje reflete uma estabilização no combate à doença após os ganhos iniciais da vacinação”, analisa o neurologista João Victor Luisi de Moura, do Einstein Hospital Israelita.

“Hoje, o progresso é travado por uma série de fatores. Entre eles, está o avanço de sorotipos causadores da doença que não são cobertos pelos imunizantes, o aumento relativo de causas virais da meningite e desigualdades no acesso à vacinação globalmente, o que impede quedas mais rápidas.”

O que é a meningite?

A meningite ocorre quando as meninges, membranas que envolvem o cérebro, ficam inflamadas por consequência de infecções bacterianas ou virais. Ela é a principal causa infecciosa de deficiências neurológicas no planeta.

O estudo do GBD revela que foram mais de 2,5 milhões de novos casos da doença no mundo em 2023, afetando com maior gravidade especialmente crianças menores de 5 anos. Essa faixa etária representou mais de um terço das mortes, somando 86,6 mil óbitos.

De modo geral, os pequenos são mais suscetíveis a casos graves e podem morrer muito rapidamente sem o tratamento adequado. Daí por que a vacinação precisa acontecer nos prazos recomendados pelas autoridades de saúde, com doses aos 3, 5 e 12 meses de vida.

“A letalidade dessa doença depende de como o sistema imunológico do paciente responde à infecção e, às vezes, a resposta excessiva do próprio sistema imune das crianças também acaba comprometendo a saúde. Para o controle da mortalidade, é fundamental que o diagnóstico e o início do tratamento sejam feitos prontamente”, explica Moura.

A doença tem uma série de sintomas associados, como dor de cabeça e febre, mas o sinal mais característico é a rigidez no pescoço, uma dificuldade em encostar o queixo no peito, embora nem sempre presente. Os principais agentes causadores em 2023 foram as bactérias Streptococcus pneumoniae (conhecida como pneumococo) e Neisseria meningitidis (meningococo), além dos EVNP (enterovírus não poliomielíticos), como alguns dos causadores da doença mão-pé-boca.

O estudo identificou como principais fatores de risco para mortalidade por meningite o baixo peso ao nascer, a prematuridade e a poluição do ar domiciliar. As condições socioeconômicas também podem ser determinantes.

“É na população de mais baixa renda que há menores coberturas vacinais e maior dificuldade no acesso a serviços de saúde que realizem o diagnóstico precoce e tratamento adequado. Ela acaba ampliando tanto a incidência quanto a mortalidade por meningite”, ressalta o neurologista.

A vacinação como papel-chave

A imunização é o principal instrumento de controle da meningite bacteriana. No entanto, a cobertura permanece desigual entre países. Nações da África Subsaariana, por exemplo, têm um histórico de pouca adesão nas campanhas, o que tornou a região conhecida como “cinturão da meningite”.

No Brasil, o calendário de imunização do SUS (Sistema Único de Saúde) contempla proteção contra as principais bactérias causadoras (pneumococo, meningococo e as do grupo Haemophilus).

“É importante tomar todas as vacinas nas idades indicadas para adequada proteção. Um esquema vacinal completo, além de gerar imunidade para a pessoa, reduz a circulação dos patógenos em toda a população”, frisa o médico do Einstein.

Apesar da oferta em todo o território nacional, muitas vacinas que protegem contra a meningite seguem com a cobertura abaixo da meta.

A vacina contra o menigococo, por exemplo, alcançou 90,7% do público-alvo em 2025, segundo o Ministério da Saúde. É o melhor número desde 2020, mas o objetivo era vacinar 95% da população na idade correta.

Cuide-se

Ciência, hábitos e prevenção numa newsletter para a sua saúde e bem-estar

Desde a pandemia de Covid, as vacinas que previnem a meningite não alcançam os índices ideais. “No Brasil, a incidência e mortalidade em 2025 foram semelhantes às de 2014, ou seja, não houve nem a redução moderada global”, observa João Victor de Moura.

No último dia 3 de junho, o Ministério da Saúde anunciou o início da vacinação no SUS com a pneumo 20. O imunizante protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, que além de meningite causa pneumonia.

Entre os grupos prioritários para receber a nova vacina estão crianças menores de 5 anos, povos indígenas maiores de 5 anos de idade (sem histórico vacinal com pneumo conjugada), idosos com 60 anos ou mais acamados e/ou institucionalizados; e pessoas com condições clínicas específicas, atendidas nos Cries (Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais).

E mesmo para quem faz a prevenção correta, é importante continuar de olho: há agentes causadores de meningite para os quais não existem vacinas disponíveis. O estreptococo do grupo B é um exemplo, e crianças com menos de 5 anos são especialmente vulneráveis a ele. O acompanhamento de saúde da gestante permite identificá-lo e fazer o tratamento com antibióticos para impedir a passagem de mãe para filho, principal via de contágio.

O uso de antibióticos, porém, só deve ser feito quando recomendado, já que representa uma ameaça adicional ao controle da meningite.

“O uso indiscriminado de antibióticos, como para tratar infecções respiratórias e urinárias, favoreceu o surgimento de cepas resistentes de meningite. Isso reduz a eficácia dos tratamentos e aumenta o risco de complicações e morte”, pontua o neurologista. Daí o risco da automedicação. Diante de qualquer sinal de meningite, procure atendimento médico.



Fonte:

Previous Post

Apuração define o campeão do Festival de Parintins 2026 nesta segunda

Next Post

Caminhos da Reportagem mostra desafios para fechar manicômios

suportem31

suportem31

Next Post
Caminhos da Reportagem mostra desafios para fechar manicômios

Caminhos da Reportagem mostra desafios para fechar manicômios

DIARIO DA PSICOLOGIA

© 2026 DIARIO DA PSICOLOGIA

  • DIARIO DA PSICOLOGIA

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In
No Result
View All Result
  • Home
  • Noticias
  • Saúde
  • Bem-estar
  • Geral

© 2026 DIARIO DA PSICOLOGIA